Iniciar  está página HISTÓRIAS QUE INSPIRAM com este belíssimo texto  ” E assim eu entendi …” da minha amiga do peito ESTELINHA MENDES, é uma honra pra mim. Estelinha é aquela pessoa que todos deveriam ter a oportunidade de conhecer, detentora de uma garra e determinação sem igual, uma alegria que contagia e é fonte de inspiração para mim e tenho a certeza que a partir deste momento a de vocês também, assim  convido vocês a refletir sobre a vida a partir dos textos desta linda guerreira.

E assim eu entendi…

Sentada aqui assistindo meus filhos e seus amigos correrem e uma brincadeira que os divertem como se fosse a melhor coisa da vida, de fato, neste momento, enquanto correm e gritam seus nomes livres, talvez se esqueçam  ou não vejam o que se passa a volta deles.

A minha mente insiste, ao invés de assistir este momento que é uma perfeita tela de um quadro, voltar lá atrás e o quanto o tempo passou e como tudo correu a minha volta sem que tivesse contado dias, horas e batidas do meu coração.

Volto naquele dia, não do nascimento, porque esse eu não poderia narrar a vocês, mas volto naquele dia em que me foi dada chance, de escolher a vida, de escolher viver.

Descobrir que quando se esta doente, não quer dizer que é o fim da vida, por incrível que pareça é neste momento que você descobre que você tem uma vida e que precisa se importar mais com ela, é como se fosse seu nascimento.

A dor do dia da descoberta da doença pode ser comparada a dor do parto, uma dor tão terrível, que sou incapaz de mensura-la, mas é neste exato momento que você descobre a vida, que você dá a luz à vida, que você vê que a dor não foi tão grande assim, porque lhe foi dada uma chance de recomeçar, e é algo que precisa ser cuidado, ser amado.

Descobrir uma doença, que é capaz de mata-lo, te torna frágil e ao mesmo tempo o faz ser o ser mais forte do mundo, porque é naquele momento de sua tão frágil vida que você descobre o quanto é forte e o quanto se torna importante acreditar em algo.

Mesmo com choro, gritos e com questionamentos sem respostas, mesmo com olhares de misericórdia, ou olhares de que não há o que ser feito; mesmo com toda essa dor, precisamos nos levantar e correr como essas crianças que correm agora, vencendo cada obstáculo, acreditando que não há tempo, que ele é infinito, que a qualquer momento tudo pode mudar, mas que é preciso correr livre, sem medo do que virá lá na frente, mas sempre atento pra não se perder.

Vamos correr, vamos sentir o vento no rosto, porque ele, o vento, não se vê, mas se sente, assim é o nosso futuro, a gente não vê, mas sabe que ele esta logo ali.

Vamos correr, e sentir que este momento de dor tão terrível não é o fim da vida, é o recomeço de uma nova vida, de uma nova caminhada.

 E quem não quer recomeçar?

Descobrir que esta doente, precisa ser considerado um recomeço, uma chance que a vida nos dá de fazê-la diferente.

Eu tenho câncer, poderia me considerar no fim da vida, mas no dia que descobri a doença, e junto com essa descoberta, o choro, a dor, o desespero, veio a vontade de recomeçar….

Neste momento sou como criança a correr sentindo o vento me tocar.

Estelinha Mendes

Minha casa, 06 de outubro de 2016

 

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