Se você é do tipo que não liga muito para os incômodos do estômago e acha que gastrite é um mal moderno que todo mundo tem, fique atento. O câncer no estômago pode aparecer assim, só com uma dorzinha e levar à morte. Uma dieta balanceada à base de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras desde a infância é o antídoto para esse tipo de tumor. Ácido ascórbico (vitamina C) e betacaroteno (precursor da vitamina A) estão nas verduras e frutas frescas e são protetores contra o câncer de estômago. Essas substâncias naturais evitam que os nitritos (conservantes encontrados em alimentos industrializados) se transformem em nitrosaminas, gatilho para o tumor.

Para quem já tem histórico na família, é bom ficar atento à carência de vitaminas A e C e fugir de alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados em sal, que são fatores de risco. Além disso, água proveniente de poços com alta concentração de nitrato está relacionada à maior incidência de tumores gástricos. Além de doenças que têm forte associação com o câncer de estômago, como anemia, gastrite atrófica e infecções pela bactéria Helicobacter Pylori (H. Pylori), os hábitos à mesa é que são decisivos para o desencadeamento da doença.

Além de protagonista no tempero, o alho é outro alimento que vai além do sabor e presta grande serviço contra o câncer.

Pesquisadores americanos da Universidade de Ohio descobriram uma importante ligação do alho com um processo metabólico carcinogênico. A ligação é inversa, ou seja: quem mais consome alho menos disposto está ao câncer. Os cientistas advogam que as substâncias nutricionais do alho são semelhantes à vitamina C, como grande arma antioxidante. Apenas um dente de alho por dia já daria conta da proteção. Pode ser cru, refogado ou preparado no alimento.