O que falar de autoestima a quem teve câncer de mama?
 
 
Quando nós mulheres temos a possibilidade de nos olharmos através de um espelho e nos admirarmos agradecendo a perfeição em que somos formadas, ter amigos para jogar conversa fora, trabalhar fazendo aquilo que gostamos, ter saúde para gozar dos prazeres da vida, e porque não dizer ter uma graninha para gastar de vez em quando, é o que eu considero ter um equilíbrio pessoal e o resultado disso é uma autoestima elevada.
 
Mas, e quando somos submetidas a uma mastectomia total ou parcial, ou expostos a uma doença grave e diante do espelho vemos as nossas cicatrizes causadas pelas diversas cirurgias, os amigos não são mais os mesmos, o trabalho teve que ser substituído ou não  foi possível retornar por algum motivo, o organismo agora precisa de medicamentos para ter um pouco de qualidade de vida, as dores passam a fazer parte de seu dia-a-dia, e aquela graninha? Mal dá para os remédio…
 
Então falar de autoestima, precisa ir além do que os olhos veem, envolve nossas crenças e emoções é o modo como nos colocamos diante da vida, a forma como nos relacionamos com as pessoas, nossa capacidade de aceitação de nós mesmas.
 
Porque o lugar que ocupamos no mundo é definido pelo modo como nos sentimos em relação ao mundo, e a vida.
 
Não podemos nos deixar limitar pelo fato de não nos enquadrarmos aos padrões de beleza imposto pela sociedade. Ao contrário, devemos desenvolver a nossa autoconfiança, a nossa autoestima e não permitir que nada e ninguém nos façam nos sentirem inferiorizadas ou descartáveis.
 
Mantenham-se firmes e lindas, porque somos mais que vencedoras e continuaremos desafiando as estatísticas e contrariando àqueles que pensam que já estamos na reta final desta vida.
 
Aliás, estamos sim na fila junto com muitos outros, mas se Deus quiser vai demorar muito para essa fila andar, pois ATITUDE diante da vida é tudo!
 
Um grande abraço a todos!